Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Desafio para o professor

Você consegue ler e formar uma sentença com os sinais apresentados a seguir?



Que dificuldades você está encontrando? Quais soluções que está dando a elas?
Que procedimentos e os conhecimentos que você está utilizando para realizar a atividade?

Oficina do R

Posto agora, uma interessante atividade para o trabalho com os diferentes sons e diferentes posições da letra R. Trata-se de uma atividade interessante que possui por objetivo o trabalho com um das regularidades ortográficas:

OFICINA DO R
1ª) Inicialmente, chamar a atenção dos alunos para o fato de que a letra R pode representar dois sons diferentes: na garganta [h] (r forte), ou na ponta da língua [r] (r brando).
2ª) Em seguida, distribuir uma folha xerocada, contendo 24 desenhos de objetos escritos com R.
Pedir que recortem todos os 24 objetos, separando-os em duas colunas: na primeira, colocar os objetos cujos nomes são falados com R na garganta [h] e, na segunda, colocar os objetos cujos nomes são falados com o R na ponta da língua [r].
[h] [r]
RodoCarro Relógio Serrote Rato Barriga Rádio Roda Rei Carroça
Burro Rio Beterraba
Macarrão Rede Cenoura Arara Urubu Peneira
Cadeira
Vassoura Coração
Mamadeira Nariz

3º) Afixar as gravuras no caderno dos aprendizes e/ou no painel da sala, incentivando-os a recortarem outras gravuras para ampliar o mural.
4º) Distribuir uma folha contendo 24 palavras, nas quais o R aparece nos mais diversos ambientes, dentro da palavra. Pedir que recortem todas as palavras e as classifiquem, nessa ordem:
 R no início da palavra: rato, roda
 R no final da sílaba: porta, carta, argola, mar, vender, devagar.
 R entre vogal nasal e outra vogal: Henrique, honra, enrola.
 R entre consoante no final da sílaba anterior e vogal: Israel, desrespeito.
 R entre consoante e vogal: cravo, pranto.
 R ou RR entre vogais (intervocálico): careta, carreta, carro, caro, muro, murro, Europa, errado, corrente, parente.
5º) Levar os alunos a perceberem que tanto o r, quanto o rr, são grafados entre vogais, portanto o ambiente não é suficiente para decidir que regra deverá ser usada. Deve-se, então, observar a pronúncia:
[h]: carreta, carro, errado, corrente, rato, rádio, relógio. [r]: careta, muro, Europa, caro, parente.
6º) Formular uma regra para cada grupo de palavras. As regras deduzidas deverão ser colocadas no painel e nos cadernos das crianças, juntos com os exemplos. A partir daí, toda palavra que aparecer deverá ser acrescentada aos exemplos do painel e do caderno. Sempre que necessário, o professor deverá chamar a atenção dos alunos para a razão da escrita da palavra, ou seja, qual regra está sendo utilizada.

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Memória - O Estado da Arte da EJA

15 de Maio de 2008, Quinta-feira

Saí de casa com um intuito: farei a memória desta quinta-feira. Passei um bom tempo fugindo desta tarefa (que considero árdua, até certo ponto), mas após ter visto vários exemplos (ou cobaias) resolvi escrever a memória em um momento oportuno, pois a próxima semana seria feriado e eu teria mais tempo para escrever (não sou inocente).
Cheguei pontualmente à aula (o que é raro). Ao chegar, anunciei de cara que eu seria a escriba do dia. Muitos me julgaram determinada, mal sabiam que minhas intenções não eram assim, tão ingênuas. Leôncio (o professor que as vezes não parece professor, pois a última palavra quem decide somos nós) entrega a turma uma música "Gracias a La Vida" e exibe o clipe da cantora Mercedes Sosa (que eu não conheço nem nunca ouvi falar). O professor indaga a mim e a Mariana se conhecíamos a música, fazendo uma espécie de pesquisa geracional.
Gostaria antes de antecipar nesta memória que serei lacônica o máximo possível, pretendo tirar o recorde da Ângela. Também fiz uso da idéia do Olavo em escrever em um diário digital, isto é, o tal conhecido blog (foi bom, pois voltei a ter um blog).
Trata-se de uma estratégia criativa, pouco inovadora, pois já fora anteriormente utilizada.
Após isso, Olavo anuncia que o novo número da Revej@ está no ar. Ele mostra os artigos, os autores e elogia alguns textos publicados. Olavo revela que a Revej@ trará em seu próximo número uma nova seção: O olhar do professor. A aula prossegue com Olavo assumindo a memória do Alex que se ausentou. O texto escrito comportou o gênero carta inicialmente e depois assumiu um formato de artigo acadêmico. Seu texto justificava sua ausência, elogiava a memória da Ângela, trazia fatos históricos referente a data da memória e estava imbuído de um humor bem criativo.
Bom, em mais uma imitação barata, retomo a idéias dos fatos históricos aqui: neste dia, 5 de junho, comemora-se o dia da Ecologia e o dia Mundial do Meio Ambiente. Após a leitura da memória do Alex, comentários foram feitos. Alguns defendiam que o texto foi bem escrito e curto, ao passo que comentavam que o texto ainda está longo e pouco objetivo e neste bate boca, ficou difícil de registrar todas as falas. No meio desse bafafá, entra a Ângela as 10:00 da manhã, disfarçadamente. Olavo sinaliza e solicita que eu anote esse dado imprescindível.
Bom, mas as discussões sobre a apresentação das memórias não se esgotaram, mas acho interessante comentar a última fala da Rosa sobre os relatos: "Prefiro não comentar". Neste momento, estou pensando em encurtar cada vez o meu texto para evitar tanta polêmica, reservo-me também ao direito de não fazer grandes apresentações, pois já o fiz em outra ocasião.
Como pretendo ser objetiva (tenho fé nisso), resolvi então pular toda essa conversa sobre os relatos para o que nos interessa: O Estado da Arte da EJA. São retomados os grupos responsáveis pelos diversos temas do GT18, alguns nomes foram acrescentados:
Alfabetização: Ângela, Heli, Ana Paula
Escolarização: Érico e Geraldo
Mundo do Trabalho: Alex e Fernanda
Currículo: Érico, Adriana, Fernanda Simões e Luís
Sujeitos: Helena, Mariana, Dorothy, Olavo e Jerry
Formação de professores: Mel, Rosa e Deolinda
Políticas Públicas: Cris e Sandra
Sendo assim, foram totalizados 9 textos relativos a alfabetização, 14 textos referentes a escolarização, 12 textos tratam do mundo do trabalho, 25 dizem respeito a currículo, 11 textos referem-se a formação de professores e 22 tratam de políticas públicas.
Mariana e Luís demonstram formas de como podemos localizar os textos no site da Anped. Léo comenta como está estruturado o GT18 e sinaliza para o grupo o combinado da aula passada. Ele comenta que os grupos não devem esgotarem-se nos textos. Como foram discutidos na semana passada os textos sobre sujeitos, escolarização e alfabetização, os colegas iniciam a apresentação do que tratavam os textos. Didaticamente, montei o seguinte esquema:
Geraldo - texto: Juventude e novas tecnologias: implicações para a educação de jovens e adultos (Sheilla Alessandra Brasileiro). Ele comenta que o artigo busca compreender as tecnologias que influenciam nas aprendizagens de jovens na EJA.O texto afirma que houve um período em que a maioria das escolas receberam essas tecnologias, entretanto isso não significa que a tecnologia esteja sendo incorporada a escolaridade. Geraldo fala da sensação de incompletude do texto, pois não percebeu os resultados da intervenção da pesquisa.
Adriana - texto: AFETIVIDADE, CONTEÚDO E METODOLOGIA:DIAGNOSTICANDO AS RELAÇÕES QUE SE CONSTROEM EM SALA DE AULA NA VISÃO DO ALUNO ADULTO (LOUREIRO, Teresa Cristina). De acordo com Adriana, o trabalho foi feito com alunos do supletivo. A autora utilizou o como opção metodológica questionário em que foram abordadas temáticas. Loureiro propõe uma discussão sobre afetividade, entretanto não há fundamentação teórica. Adriana também aponta que o texto traz equívocos.
Após a exposição destes dois textos, Luís sugere a necessidade de se traçar critérios para a análise dos textos. Ele propõe:
- conceitos chaves/ autores básicos / argumentação / qualidade teórica / metodologia / encaixe na temática.
Bom, eu nem preciso antecipar no que isso deu, né. Para ciência dos faltosos: o bicho pegou! A discussão incendiou! E ninguém parou para pensar: "Pobre Ana Paula, ela terá que registrar tudo o que falaremos". Certos momentos eu arregalava o olho para demonstrar meu desespero, outras vezes pedia (sem sucesso) para que repetissem o que haviam dito, outras eu perguntava: "O que foi que ele(a) disse mesmo?" Então resolvi que mais sintético seria expor tudo isso em um texto dialogal (desculpem se alterei suas falas):
Mariana: - Acho que o Léo deveria falar o que espera desse trabalho.
Léo: Os critérios não podem ser rígidos.
Érico: Não devemos nos pegar em critérios tão rígidos.
Léo: É necessário considerar que os textos mais antigos devem ter um olhar diferenciado.
Olavo: O processo subjetivo da avaliação está posta (falou bonito).
Mariana: Acho importante ter um olhar para a metodologia.
Érico: Posso sugerir um formulário com critérios para amenizar a subjetividade (ele se compromete em disponibilizar o formulário com os critérios).
Rosa sugere outros critérios: título / autor / instituição / ano / conteúdo / natureza / palavras-chaves / objetivos / objetivos / metodologias / conclusões / categorias.
Léo: Meu medo é esta ficha virar um enquadramento.
E mais dois textos são socializados.
Cristiane: texto - A GESTÃO DA ESCOLA NOTURNA: AINDA UM DESAFIO POLÍTICO (LEÃO, Geraldo Magela Pereira)inserido na categoria políticas públicas. Ela comenta que são dados preliminares de uma pesquisa iniciada nos anos de 1988/1989. O autor fala dos desafios da escola noturna através da política da escola plural.
Rosa: textos - OS DISCURSOS DA/NA CONSTRUÇÃO DO CAMPO DA FORMAÇÃO CONTÍNUA DE ALFABETIZADORES/AS E SUAS RELAÇÕES COM O CAMPO DA FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES/AS DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS (NOBRE, Domingos) e A FORMAÇÃO DO ADULTO EDUCADOR: UMA ABORDAGEM NA PERSPECTIVA DA COMPLEXIDADE (OLIVEIRA, Anne-Marie Milon). De acordo com Rosa, ambos textos se encaixam bem a categoria de formação de professores. O primeiro teve por objetivo investigar a construção do campo da EJA e o segundo refere-se a um relato, mas não apresenta conclusões nem fundamentação teórica consistente.
Por fim Léo finaliza comentando algumas decisões:
1. Os membros dos grupos deverão imprimir os textos e trazê-los para a sala.
2. As categorias serão rediscutidas
E enfim, depois de calorosas discussões as tais categorias foram demarcadas pelo grupo:
1. Título
2. Autor
3. Instituição / Orientador
4. Ano
5. Conteúdo / Natureza
6. Palavras-chaves
7. Objetivo
8. Suporte teórico
9. Metodologia
10. Conclusões
11. Impressões Finais
12. Categorias

Ufaaaaaaa! Acabou! Qualquer semelhança é mera coincidência.

Novo Blogger

Enfim retorno com meu mais novo Blogger, com o objetivo, agora, de tratar daquilo que mais amo na vida: a educação, a pedagogia.