Caetano Veloso: «Lula é analfabeto e cafona»
Cantor já tinha também criticado também Woody Allen
Caetano Veloso continua a gerar polémica. Depois de ter classificado Woody Alen como «careta» e um «cineasta menor», o músico brasileiro criticou o presidente do Brasil, Lula da Silva, acusando-o de ser «analfabeto» e «cafona» [alguém antiquado, ridículo, foleiro].
Numa entrevista concedida ao jornal «Estadão», o cantor e compositor fez saber que é apoiante da concorrente Marina Silva.
«É meia preta, é cabocla [pessoa filha de alguém da raça índia e da raça branca] e inteligente como Obama, não é analfabeta como Lula, que não sabe falar, é cafona, grosseiro», concluiu Caetano Veloso.
E sobre os filmes de Woody Allen, Caetano Veloso aproveitou também para dizer que os considera «estreitos», que são tão grandes como Nova Iorque e que têm a mesma duração de quando o cineasta era pequeno.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Eu não poderia deixar de comentar esse absurdo! E eu q admirava esse cara... Um exemplo de preconceito linguístico!!
Prof. Barreto: excelente resposta à tremenda grosseria e falta de educação do cantor Caetano Veloso

CAETANO VELOSO: UM SUJEITO ALFABETIZADO, DESELEGANTE E PRECONCEITUOSO
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba,
residente em Salvador.
Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.
Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.
Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte…
E por que ficar calado?
Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.
Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.
— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.
— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.
— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.
— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.
— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.
— Por que este cidadão
(O Caetano escleroso)
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.
— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.
— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.
— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.
— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão…
— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.
— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.
— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.
— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.
— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.
— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral!
— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.
— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.
— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada…
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.
— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.
— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.
— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!
Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô…
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!
É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.
Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.
FIM
Salvador, triste primavera de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Sugestões de Jogos Fonológicos para a alfabetização
- Cartões enigmáticos
-Os aprendizes do grupo recebem “cartões enigmáticos” e uma sacola ou caixa com muitas figuras. O jogo consiste em:
a)decifrar as “palavras enigmáticas” formadas com a combinação das primeiras sílabas dos desenhos de cada linha;
b)localizarem na sacola ou caixa as figuras correspondentes;
c)escreverem o nome das figuras “descobertas”. - Onde as palavras enigmáticas são formadas juntando-se as sílabas iniciais do nome de cada desenho do “segredo”.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Desafio para o professor
Oficina do R
Posto agora, uma interessante atividade para o trabalho com os diferentes sons e diferentes posições da letra R. Trata-se de uma atividade interessante que possui por objetivo o trabalho com um das regularidades ortográficas:
OFICINA DO R
1ª) Inicialmente, chamar a atenção dos alunos para o fato de que a letra R pode representar dois sons diferentes: na garganta [h] (r forte), ou na ponta da língua [r] (r brando).
2ª) Em seguida, distribuir uma folha xerocada, contendo 24 desenhos de objetos escritos com R.
Pedir que recortem todos os 24 objetos, separando-os em duas colunas: na primeira, colocar os objetos cujos nomes são falados com R na garganta [h] e, na segunda, colocar os objetos cujos nomes são falados com o R na ponta da língua [r].
[h] [r]
RodoCarro Relógio Serrote Rato Barriga Rádio Roda Rei Carroça
Burro Rio Beterraba
Macarrão Rede Cenoura Arara Urubu Peneira
Cadeira
Vassoura Coração
Mamadeira Nariz
3º) Afixar as gravuras no caderno dos aprendizes e/ou no painel da sala, incentivando-os a recortarem outras gravuras para ampliar o mural.
4º) Distribuir uma folha contendo 24 palavras, nas quais o R aparece nos mais diversos ambientes, dentro da palavra. Pedir que recortem todas as palavras e as classifiquem, nessa ordem:
R no início da palavra: rato, roda
R no final da sílaba: porta, carta, argola, mar, vender, devagar.
R entre vogal nasal e outra vogal: Henrique, honra, enrola.
R entre consoante no final da sílaba anterior e vogal: Israel, desrespeito.
R entre consoante e vogal: cravo, pranto.
R ou RR entre vogais (intervocálico): careta, carreta, carro, caro, muro, murro, Europa, errado, corrente, parente.
5º) Levar os alunos a perceberem que tanto o r, quanto o rr, são grafados entre vogais, portanto o ambiente não é suficiente para decidir que regra deverá ser usada. Deve-se, então, observar a pronúncia:
[h]: carreta, carro, errado, corrente, rato, rádio, relógio. [r]: careta, muro, Europa, caro, parente.
6º) Formular uma regra para cada grupo de palavras. As regras deduzidas deverão ser colocadas no painel e nos cadernos das crianças, juntos com os exemplos. A partir daí, toda palavra que aparecer deverá ser acrescentada aos exemplos do painel e do caderno. Sempre que necessário, o professor deverá chamar a atenção dos alunos para a razão da escrita da palavra, ou seja, qual regra está sendo utilizada.
OFICINA DO R
1ª) Inicialmente, chamar a atenção dos alunos para o fato de que a letra R pode representar dois sons diferentes: na garganta [h] (r forte), ou na ponta da língua [r] (r brando).
2ª) Em seguida, distribuir uma folha xerocada, contendo 24 desenhos de objetos escritos com R.
Pedir que recortem todos os 24 objetos, separando-os em duas colunas: na primeira, colocar os objetos cujos nomes são falados com R na garganta [h] e, na segunda, colocar os objetos cujos nomes são falados com o R na ponta da língua [r].
[h] [r]
RodoCarro Relógio Serrote Rato Barriga Rádio Roda Rei Carroça
Burro Rio Beterraba
Macarrão Rede Cenoura Arara Urubu Peneira
Cadeira
Vassoura Coração
Mamadeira Nariz
3º) Afixar as gravuras no caderno dos aprendizes e/ou no painel da sala, incentivando-os a recortarem outras gravuras para ampliar o mural.
4º) Distribuir uma folha contendo 24 palavras, nas quais o R aparece nos mais diversos ambientes, dentro da palavra. Pedir que recortem todas as palavras e as classifiquem, nessa ordem:
R no início da palavra: rato, roda
R no final da sílaba: porta, carta, argola, mar, vender, devagar.
R entre vogal nasal e outra vogal: Henrique, honra, enrola.
R entre consoante no final da sílaba anterior e vogal: Israel, desrespeito.
R entre consoante e vogal: cravo, pranto.
R ou RR entre vogais (intervocálico): careta, carreta, carro, caro, muro, murro, Europa, errado, corrente, parente.
5º) Levar os alunos a perceberem que tanto o r, quanto o rr, são grafados entre vogais, portanto o ambiente não é suficiente para decidir que regra deverá ser usada. Deve-se, então, observar a pronúncia:
[h]: carreta, carro, errado, corrente, rato, rádio, relógio. [r]: careta, muro, Europa, caro, parente.
6º) Formular uma regra para cada grupo de palavras. As regras deduzidas deverão ser colocadas no painel e nos cadernos das crianças, juntos com os exemplos. A partir daí, toda palavra que aparecer deverá ser acrescentada aos exemplos do painel e do caderno. Sempre que necessário, o professor deverá chamar a atenção dos alunos para a razão da escrita da palavra, ou seja, qual regra está sendo utilizada.
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