15 de Maio de 2008, Quinta-feira
Saí de casa com um intuito: farei a memória desta quinta-feira. Passei um bom tempo fugindo desta tarefa (que considero árdua, até certo ponto), mas após ter visto vários exemplos (ou cobaias) resolvi escrever a memória em um momento oportuno, pois a próxima semana seria feriado e eu teria mais tempo para escrever (não sou inocente).
Cheguei pontualmente à aula (o que é raro). Ao chegar, anunciei de cara que eu seria a escriba do dia. Muitos me julgaram determinada, mal sabiam que minhas intenções não eram assim, tão ingênuas.
Leôncio (o professor que as vezes não parece professor, pois a última palavra quem decide somos nós) entrega a turma uma música "
Gracias a La Vida" e exibe o clipe da cantora
Mercedes Sosa (que eu não conheço nem nunca ouvi falar). O professor indaga a mim e a Mariana se conhecíamos a música, fazendo uma espécie de pesquisa geracional.
Gostaria antes de antecipar nesta memória que serei lacônica o máximo possível, pretendo tirar o recorde da Ângela. Também fiz uso da idéia do Olavo em escrever em um diário digital, isto é, o tal conhecido blog (foi bom, pois voltei a ter um blog).
Trata-se de uma estratégia criativa, pouco inovadora, pois já fora anteriormente utilizada.
Após isso, Olavo anuncia que o novo número da
Revej@ está no ar. Ele mostra os artigos, os autores e elogia alguns textos publicados. Olavo revela que a Revej@ trará em seu próximo número uma nova seção: O olhar do professor. A aula prossegue com Olavo assumindo a memória do Alex que se ausentou. O texto escrito comportou o gênero carta inicialmente e depois assumiu um formato de artigo acadêmico. Seu texto justificava sua ausência, elogiava a memória da Ângela, trazia fatos históricos referente a data da memória e estava imbuído de um humor bem criativo.
Bom, em mais uma imitação barata, retomo a idéias dos fatos históricos aqui: neste dia, 5 de junho, comemora-se o dia da Ecologia e o dia Mundial do Meio Ambiente. Após a leitura da memória do Alex, comentários foram feitos. Alguns defendiam que o texto foi bem escrito e curto, ao passo que comentavam que o texto ainda está longo e pouco objetivo e neste bate boca, ficou difícil de registrar todas as falas. No meio desse bafafá, entra a Ângela as 10:00 da manhã, disfarçadamente. Olavo sinaliza e solicita que eu anote esse dado imprescindível.
Bom, mas as discussões sobre a apresentação das memórias não se esgotaram, mas acho interessante comentar a última fala da Rosa sobre os relatos: "Prefiro não comentar". Neste momento, estou pensando em encurtar cada vez o meu texto para evitar tanta polêmica, reservo-me também ao direito de não fazer grandes apresentações, pois já o fiz em outra ocasião.
Como pretendo ser objetiva (tenho fé nisso), resolvi então pular toda essa conversa sobre os relatos para o que nos interessa: O Estado da Arte da EJA. São retomados os grupos responsáveis pelos diversos temas do GT18, alguns nomes foram acrescentados:
Alfabetização: Ângela, Heli, Ana Paula
Escolarização: Érico e Geraldo
Mundo do Trabalho: Alex e Fernanda
Currículo: Érico, Adriana, Fernanda Simões e Luís
Sujeitos: Helena, Mariana, Dorothy, Olavo e Jerry
Formação de professores: Mel, Rosa e Deolinda
Políticas Públicas: Cris e Sandra
Sendo assim, foram totalizados 9 textos relativos a alfabetização, 14 textos referentes a escolarização, 12 textos tratam do mundo do trabalho, 25 dizem respeito a currículo, 11 textos referem-se a formação de professores e 22 tratam de políticas públicas.
Mariana e Luís demonstram formas de como podemos localizar os textos no site da Anped. Léo comenta como está estruturado o GT18 e sinaliza para o grupo o combinado da aula passada. Ele comenta que os grupos não devem esgotarem-se nos textos. Como foram discutidos na semana passada os textos sobre sujeitos, escolarização e alfabetização, os colegas iniciam a apresentação do que tratavam os textos. Didaticamente, montei o seguinte esquema:
Geraldo - texto: Juventude e novas tecnologias: implicações para a educação de jovens e adultos (Sheilla Alessandra Brasileiro). Ele comenta que o artigo busca compreender as tecnologias que influenciam nas aprendizagens de jovens na EJA.O texto afirma que houve um período em que a maioria das escolas receberam essas tecnologias, entretanto isso não significa que a tecnologia esteja sendo incorporada a escolaridade. Geraldo fala da sensação de incompletude do texto, pois não percebeu os resultados da intervenção da pesquisa.
Adriana - texto: AFETIVIDADE, CONTEÚDO E METODOLOGIA:DIAGNOSTICANDO AS RELAÇÕES QUE SE CONSTROEM EM SALA DE AULA NA VISÃO DO ALUNO ADULTO (LOUREIRO, Teresa Cristina). De acordo com Adriana, o trabalho foi feito com alunos do supletivo. A autora utilizou o como opção metodológica questionário em que foram abordadas temáticas. Loureiro propõe uma discussão sobre afetividade, entretanto não há fundamentação teórica. Adriana também aponta que o texto traz equívocos.
Após a exposição destes dois textos, Luís sugere a necessidade de se traçar critérios para a análise dos textos. Ele propõe:
- conceitos chaves/ autores básicos / argumentação / qualidade teórica / metodologia / encaixe na temática.
Bom, eu nem preciso antecipar no que isso deu, né. Para ciência dos faltosos: o bicho pegou! A discussão incendiou! E ninguém parou para pensar: "Pobre Ana Paula, ela terá que registrar tudo o que falaremos". Certos momentos eu arregalava o olho para demonstrar meu desespero, outras vezes pedia (sem sucesso) para que repetissem o que haviam dito, outras eu perguntava: "O que foi que ele(a) disse mesmo?" Então resolvi que mais sintético seria expor tudo isso em um texto dialogal (desculpem se alterei suas falas):
Mariana: - Acho que o Léo deveria falar o que espera desse trabalho.
Léo: Os critérios não podem ser rígidos.
Érico: Não devemos nos pegar em critérios tão rígidos.
Léo: É necessário considerar que os textos mais antigos devem ter um olhar diferenciado.
Olavo: O processo subjetivo da avaliação está posta (falou bonito).
Mariana: Acho importante ter um olhar para a metodologia.
Érico: Posso sugerir um formulário com critérios para amenizar a subjetividade (ele se compromete em disponibilizar o formulário com os critérios).
Rosa sugere outros critérios: título / autor / instituição / ano / conteúdo / natureza / palavras-chaves / objetivos / objetivos / metodologias / conclusões / categorias.
Léo: Meu medo é esta ficha virar um enquadramento.
E mais dois textos são socializados.
Cristiane: texto - A GESTÃO DA ESCOLA NOTURNA: AINDA UM DESAFIO POLÍTICO (LEÃO, Geraldo Magela Pereira)inserido na categoria políticas públicas. Ela comenta que são dados preliminares de uma pesquisa iniciada nos anos de 1988/1989. O autor fala dos desafios da escola noturna através da política da escola plural.
Rosa: textos - OS DISCURSOS DA/NA CONSTRUÇÃO DO CAMPO DA FORMAÇÃO CONTÍNUA DE ALFABETIZADORES/AS E SUAS RELAÇÕES COM O CAMPO DA FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES/AS DE PESSOAS JOVENS E ADULTAS (NOBRE, Domingos) e A FORMAÇÃO DO ADULTO EDUCADOR: UMA ABORDAGEM NA PERSPECTIVA DA COMPLEXIDADE (OLIVEIRA, Anne-Marie Milon). De acordo com Rosa, ambos textos se encaixam bem a categoria de formação de professores. O primeiro teve por objetivo investigar a construção do campo da EJA e o segundo refere-se a um relato, mas não apresenta conclusões nem fundamentação teórica consistente.
Por fim Léo finaliza comentando algumas decisões:
1. Os membros dos grupos deverão imprimir os textos e trazê-los para a sala.
2. As categorias serão rediscutidas
E enfim, depois de calorosas discussões as tais categorias foram demarcadas pelo grupo:
1. Título
2. Autor
3. Instituição / Orientador
4. Ano
5. Conteúdo / Natureza
6. Palavras-chaves
7. Objetivo
8. Suporte teórico
9. Metodologia
10. Conclusões
11. Impressões Finais
12. Categorias
Ufaaaaaaa! Acabou! Qualquer semelhança é mera coincidência.